
Há palavras presas na garganta
Há dias que não voltam mais.
Tu falas como se fosse simples,
mas eu sinto tudo em sinais
Ficas quando é conveniente,
sais quando começa a doer
E eu fico a juntar pedaços,
a fingir que sei esconder
Não é falta de amor,
é falta de cuidado
Nem tudo o que se cala
fica resolvido com o tempo
Coro
Se for para ficar, fica agora
Não me deixes a meio caminho
Há despedidas que não dizem nada,
mas levam tudo consigo
Se for para tentar, tenta inteiro
Não me peças para esperar
Eu não sei viver no talvez
Não me deixes no quase
Olho para trás e não reconheço a pessoa que eu me tornei
Fui ficando pequeno aos poucos
para caber onde nunca entrei
Não te acuso, nem me salvo
Só digo que ficou
Às vezes amar demais alguém é a forma mais lenta de dizer adeus
Não é drama, é desgaste.
É cansaço acumulado
Há promessas que morrem
quando nunca são tocadas
Coro
Se for para ficar, fica agora
Não me deixes a meio caminho
Há despedidas que não dizem nada,
mas levam tudo consigo
Se for para tentar, tenta inteiro
Não me peças para esperar
Eu não sei viver no talvez
Não me deixes no quase
Talvez amanhã doa menos.
Talvez eu aprenda a lidar
Mas hoje ainda pesa demais, demais
Se for para ficar, fica agora
antes que eu me apague em silêncio.
Não prometas um depois,
se não queres viver mais do que o momento.
Se não souberes como amar, não me prendas por medo.
Se não queres dizer agora
que eu vou-me embora e guardo o segredo.
Não me deixes no quase






