
What, what, what, what, what
É o que eles querem
Hey!
É o que eles querem
What, what, what, what, what
What, what
Hey!
Isso é Caombo
Que tá dentro do sangue Bakongo
Que veio dos escombros
Com tombos, mantendo Makongos
Me impondo em confrontos
Pondo o que defendo nos ombros
Compondo, me dispondo
Fui expondo ponto por ponto
Porque caminho é longo
Tás bem longe de tar pronto
Mano, aqui não tombo
Até com silêncio te assombro
Eu nunca me escondo
Não vale o esforço, não respondo
E tou pouco me marimbando
Se o teu tronco tem marimbondos
Porque tão no meu mandato
Eu sou um rei bem surumbado
A ir pro vosso enterro
É a única forma de ser levado
O game contra o Mulato
Ainda assim tá equilibrado?
Balança um bocado
O meu lado tá mais pesado
Nome diz tudo
É o Mulato raçudo
Educo caducos
Vos bato com o vosso canudo
Rap deles é dúbio
Agradeçam ao labiudo
Eu meti aposentados a dormir no studio
Acordei defuntos
Ninguém acreditava
Eu disse que ia manter o rap vivo
Sou um homem de palavra
Até fizeram merchandise
Minha hoe tá aliviada
Disse que antiga T-shirt arranhava
Quando se limpava
Fantoche pensa que é estrela
Quando ele é o deboche
Prodígio fez putos do bairro
Sonharem com Porsche
Alguma reclamação?
Venham falar com o novo boss
Mas pra voltar ter minha atenção
Trabalhem mais um coche
Foi através do work
Que eu me tornei icon game
Fuck a fame
Priorizei pôr respeito no name
Eu e a gang, babes
Ressaca de Black Label
NGA me acorda com 70 mil
Em cima da table
Hustle alicia
Nossa droga vicia
Depois do show uma pele macia
Que se delicia
Viajar com hábitos da rua
Porque somos da linha
No avião de pé beber Cîroc
Tipo na Elias Garcia
E alguns se chateiam
Porque as ruas se espelham
Bué de viagens pro Dubai
Vêm o Kangamba e ajoelham
Nunca precisei disso
A gente não se assemelha
Dizem ser velha escola
Mas ainda vivem na velha
Inveja almeja que eu fraqueja
Meu instinto fareja
A vossa escassez de grandeza
Visão eleva
Não confunde descida com queda
A águia desce pra caçar a serpente
Mas nunca rasteja
Não é nossa natureza
E a única forma de vocês tarem na mesa
É se tiverem a vir com a bandeja
É inadmissível vir falar de nível
Plano é surra todo ano
Isso causou um dano irreversível
É combustível pra deixar o game abastecido
Tenho as bolas no sítio
Não preciso de nenhum título fictício
Então nenhum dos teus dogs
Ou mesmo blogs
Nenhum tem patente
Pra me dizer como carregar o hip-hop
Soldado do BOPE
Horas a aperfeiçoar o dote
Sem perder o norte
E carregar o vosso ódio como reboque
Mas tivemos que ser fortes
Se não fizéssemos aquilo que a gente faz
Era a morte do hip-hop mangope
Daí não dar mais nenhum tipo de palco
A MC’s fracos que utilizam boatos
Que servem pra burros aplaudirem
Não faço estigas pra tolos se rirem
Eu relato factos e pontos de vista
Pras pessoas refletirem
Minha conduta é gangsta
Não faço papel de besta
Me retiro quando tou a ver
Que já tem muito otário na festa
Dar muita corda ao sopro tem como repercussão
A desafinação do plano que um gajo orquestra
Esse nível lírico nenhum deles encosta
Então, como maestro, dei a melhor resposta:
Dar as costas.






